Viver fora do país me trouxe inúmeras coisas legais e experências que valem ser registradas. O blog ganhará o que lhe diz respeito: o que foi escrito até agora vai começar a aparecer e o ponto de partida será uma noite muitíssimo especial. Au revoir.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Backing to black
Viver fora do país me trouxe inúmeras coisas legais e experências que valem ser registradas. O blog ganhará o que lhe diz respeito: o que foi escrito até agora vai começar a aparecer e o ponto de partida será uma noite muitíssimo especial. Au revoir.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Promessa de retorno
Joder! I´m back! E sorte de quem lê essa budega que eu só sei dois idiomas.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
El cine
Foi assim que eu fui parar em um cinema espanhol para assistir um musical dublado. Não poderia ser mais trágico. Já falei aqui sobre o meu problema com musicais, mas ainda tinha alguma esperança com Nine. Talvez porque seja do Rob Marshall, diretor do premiado Chicago, ainda que eu não tenha visto, ou porque tem um elenco razoável, ainda que eu ache a Nicole Kidman insossa e não consiga conceber a Fergie como atriz. Ok, não havia jeito de eu gostar do filme!
A história é de um grande diretor de cinema, pressionado para rodar sua próximo filme e perturbado por muitas mulheres: sua esposa, sua amante, sua mãe, sua musa, uma jornalista perseguidora, uma prostituta do passado e a figurinista de seu filme. Já contei e recontei: são sete mulheres. Nem se incluir o cara dá "nine" e o problema já começa no título, que não fica claro. Tudo isso rodeado de músicas chatas, das quais só se salva o número da jornalista de Kate Hudson. Pelo menos é divertida.
Com algumas tiradas engraçadinhas, o filme abusa de um roteiro de crises existenciais de seu protagonista. Fergie e Penélope Cruz são femme fatales e dão conta do recado como prostituta e amante. Nicole Kidman está longe de ser musa. Já a esposa, interpretada por Marion Cotillard, é linda e tem uma bela voz, enquanto Sophia Loren (a mãe) aparece toda trabalhada no botox e na cirurgia plástica. Já a fotografia é indiscutível e as coreografias são muito boas. Já se pode imaginar que o filme levará algumas estatuetas, por essas ou por qualquer outra indicação que eu não considere digna.
Quanto a minha relação com os musicais... bem, acho que devo desistir de insistir neles. A partir de agora, só baixando no torrent.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
De tapas e festa
Leon é uma cidade que vive em função do turismo e da vida universitária. Tanto um quanto o outro tem um público jovem (mais o segundo que o primeiro), que precisa de atividades noturnas para matar o ócio típico de uma cidade pequena. Pois bem, aqui se tem duas opções: salir de tapas ou salir de fiesta. Ambas farão qualquer carioca (e eu arrisco dizer brasileiro) morrer de inveja.
Tapas são os petiscos que os bares oferecem aos que saem de casa no frio de meu deus dispostos a se esquentar com uma bebida. Vale qualquer uma, de cerveja a vinho, de whisky a gogo. E a tapa pode ser da mais saborosa batatinha cozida com creme de queijo, passando pelas famosas tortillas ou até chorizo com pão. Mira, que beleza! Você paga a bebida e tapea a fome de brinde.
A segunda opção se trata da velha conhecida night. Também chamada de balada, o salir de fiesta começa bem tarde e é possível, a uma da manhã, encontrar os bares ainda vazios. Aham, eu disse bares. São bares na nossa concepção porque não se cobra a entrada e só se paga o que é consumido. Mas funcionam como boates, com música alta, DJ, luzes frenéticas e, por vezes, telões. O que você faria se entrasse em uma night e a música não te agradasse? Ficaria lá, tentando se animar, já que pagou uma grana para entrar. Aqui, é muito mais democrático! Não gostou, procura outro porque não custa nada no seu bolso!
E eu garanto que é fácil procurar outro porque os espanhóis têm um gosto esquisito para música para bailar... é uma felicidade quando se encontra um DJ que percebe a quantidade de estrangeiros e coloca músicas internacionalmente conhecidas! A maioria deles exagera nas canções nacionais, que são chatérrimas, e no reggaeton, que é febre por aqui.
Ainda assim, aprovei os bares que experimentei. Siguirei salindo de tapas y fiesta por todo o semestre.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Choque na minha ordem
Eu que sempre disse que as cidades pequenas nao me agradavam a longo prazo, já começo a mudar de ideia. Menos de uma semana é pouco pra sentir o que é viver em uma cidade bem menor que o Rio, mas nao me imagino cansada da vida que os próximos seis meses me prometem.
Porém, é distinta a diferença daqui para uma cidade pequena no Rio. Cabo Frio? Petrópolis? Aqui entra o tal do desenvolvimento que eu falei no início. Duvido que em algumas delas é possível encontrar ruas limpas, asfaltos sem buracos e motoristas conscientes, que param assim que você coloca o pé na faixa de pedestres. Juro que nao é lenda! Aliás, é possível que eu seja atropelada na primeira tentativa de atravessar a rua no Brasil, porque estou super mal acostumada.rs O lixo aqui é separado e nao dói fazer isso. Três lixeiras resolvem a "difícil" missao de colaborar com o meio ambiente.
Nao se trata de esquecer da nacionalidade com menos de uma semana de vida em Leon. Ainda me dá orgulho dizer que sou brasileira e carioca. Ainda mais quando as pessoas abrem aquele sorriso quando você diz de onde veio. Mas nao posso mentir... o choque é inevitável.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Mudanças por aqui
Explico pelos acentos, entao. A ausência ou troca deles està sendo causada por um teclado espanhol, que nao tem til, mas uma tecla especial de "ñ", e tambèm nao conta com o nosso quero acento agudo. Em pouco tempo estarei postando de um teclado tipicamente brasileiro e, aì sim, as coisas soarao menos estranhas.
Assim como o teclado è espanhol, meus textos e impressoes ganharao ares europeus durante os proximos seis meses. Nao considero esta uma mudanca editorial, mas prepare-se para encontrar coisas sobre cidades, monumentos e eventos da minha nova cidade e dos lugares por onde pretendo passar.
Mais feliz eu nao poderia estar, ainda que longe de tanta gente querida e do meu Rio de Janeiro, por quem eu confesso ser apaixonada (#falei!rs). Aliàs, uma das minhas despedidas se passou em Paquetà. Fico devendo um textinho vai. Paquetà, ainda que nao seja europeia, merece impressoes!
Por enquanto è isso. Sem fotos, sem textos efetivos, mas com uma vontade enorme de nao parar com o blog. Hasta luego!
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
É pra frente que se anda
Tenho sorte, confesso, de ser estudante e aspirante a jornalista (o que me deu algumas credenciais este ano). Por isso, vi muita coisa boa por aí. Claro que não contei tudo, mas me vêm na memória alguns shows e filmes, além de livros e filmes que me acompanharam nos últimos 365 dias. Aliás, quem sou eu para falar de Paulo Coelho se sou fã assumida da saga Twilight!? Este ano comprei e ganhei muito mais livros do que li, mas isso é culpa da faculdade. Dos concluídos, destaco Abusado, de Caco Barcellos (que, aliás, merece um texto póstumo).
No quesito audiovisual, acho que vi mais seriados que filmes e há quem diga que não me reconhece mais! Glee me conquistou e eu me assumi loser, enquanto True blood e Vampire Diaries entraram na lista na onda vampiro. One Tree Hill e o falecido Dawson's Creek continuaram no topo. Já Lost perdeu a preferência porque eu já não aguentava mais tanto vai e volta no tempo e desisti de entender o mistério da ilha. Quando acabar, alguém me conta, por obséquio. Dos filmes, destaco os nacionais "doc-musical": aplausos de pé para Herbert de perto, Loki e Fabricando Tom Zé (que é de 2007 e eu só fui ver agora).
No teatro, Clandestinos, de João Falcão, levou para o palco a tentativa das pessoas que vêm para o Rio em busca da fama. O texto é excelente e o elenco não só canta e dança, como toca na banda que acompanha os números musicais.
E nos shows... ah! Oasis mal-humorado me fez voltar no tempo (sabia que eu não podia morrer sem ver Champagne supernova ao vivo), assim como o Backstreet Boys, me fez gritar como uma adolescente desvairada. Radiohead me surpreendeu (aham, eu sou dessas hereges que acha Radiohead chato) e Los Hermanos me deu o melhor aniversário do mundo. Lavei a alma, apesar do som estar uma porcaria. Ver os hermanos se portando como tais, outra vez, foi incrível (e com direito a Cher Antoine!!)! O Little Joy, por sua vez, emocionou mais no final com Último romance na voz de um Circo Voador lotado... mas foi um ótimo show!
E, como é pra frente que se anda, um feliz 2010! Que ele venha com mais e mais coisas boas para nossos olhos e ouvidos.